25 de fevereiro de 2026

Feira É de Livramento será realizada no dia 07 de março

 A Prefeitura de Nossa Senhora do Livramento, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, realiza no próximo dia 07 de março, na Praça de Eventos Fernando de Barros, mais uma edição da tradicional Feira É de Livramento, evento que já integra o calendário cultural do município e se consolidou como espaço permanente de valorização da produção local.

Reconhecida por reunir cultura, gastronomia, agricultura familiar e momentos de lazer, a Feira é um ambiente dedicado à exposição e comercialização de produtos da agricultura familiar, artesanato, culinária regional e demais iniciativas empreendedoras que representam a identidade livramentense. O evento também fortalece o comércio local e impulsiona o turismo regional, atraindo visitantes de toda a região do Vale do Rio Cuiabá.

Ao longo dos anos, a Feira tem desempenhado papel estratégico no incentivo aos pequenos produtores e empreendedores, promovendo geração de renda e ampliando oportunidades para o setor. A programação é pensada para atender toda a família, proporcionando integração social, entretenimento e valorização das tradições culturais do município.

O secretário municipal de Cultura e Turismo, José Eugênio, destacou que a gestão tem trabalhado de forma planejada para ampliar e fortalecer ainda mais a Feira ao longo de 2026. “Estamos implementando novas ações para garantir mais organização, estrutura e oportunidades aos nossos expositores. A expectativa para as próximas edições é muito positiva. Há um esforço contínuo da Secretaria para consolidar a Feira como um dos principais instrumentos de desenvolvimento do setor cultural, gastronômico e da agricultura familiar em nosso município. Nosso compromisso é seguir investindo e criando condições para que esse segmento cresça cada vez mais”, afirmou.

A Feira É de Livramento reafirma o compromisso da administração municipal com o desenvolvimento econômico sustentável, a valorização da cultura local e o fortalecimento dos empreendedores que movimentam a economia da cidade.

feira é de livramento

Quais são os atores do Turismo Rural e suas funçoes no contexto ?

Os principais atores do turismo rural incluem produtores rurais (agricultores familiares, quilombolas), empreendedores de hotéis-fazenda, guias locais, associações comunitárias e o poder público, que articulam cultura, natureza e gastronomia para criar experiências.

Eles valorizam o modo de vida no campo, promovendo desenvolvimento local e conservação. 

Principais Atores e Suas Funções:

·         Produtores Rurais e Agricultores Familiares: São a base da oferta, vendendo produtos artesanais, hospedagem e experiências de vivência, como colheita e ordenha.

·            Empreendedores de Turismo Rural: Donos de hotéis-fazenda, pousadas rurais, restaurantes de comida típica e áreas de lazer (pesque-pagues, trilhas).

·      Comunidade Local: Pessoas que valorizam o patrimônio cultural e natural, incluindo artesanato, folclore e histórias locais.

·      Poder Público: Prefeituras e secretarias de turismo que atuam no ordenamento, infraestrutura e criação de rotas (agroturismo, roteiros de aventura).

·         Agências e Operadoras de Turismo: Atores urbanos que comercializam os produtos rurais e realizam o agenciamento.

·         Instituições de Apoio: Órgãos como o SEBRAE, que capacitam os empreendedores e fomentam o turismo sustentável. 

Esses atores, agindo em colaboração, permitem que a produção agropecuária conviva com atividades turísticas, gerando renda e diversificação econômica no campo. 

 

Como ser um Protagonista no Turismo Rural ?

 

Ser protagonista no turismo rural significa transformar sua propriedade em um destino de experiências autênticas, onde o hóspede não apenas visita, mas vivencia a vida no campo. 

Para se destacar, é necessário unir a vocação produtiva local com um atendimento personalizado e sustentável. 

Aqui estão as principais estratégias para se tornar protagonista no turismo rural:

1. Valorize a Experiência e a Autenticidade 

·         Venda o estilo de vida: O turista rural busca o oposto da vida urbana: silêncio, ar puro, sossego e contato direto com a natureza.

·         Conecte produção com atração: Não abandone as atividades diárias da fazenda. Pelo contrário, integre-as ao turismo (ex: colha e pague, observação da ordenha, fabricação de queijos).

·         Ofereça vivências (Educação Pedagógica): Transforme trilhas e manejo da terra em "aulas vivas", ensinando sobre o cultivo e a cultura local. 

2. Profissionalize a Gestão e o Atendimento

·         Capacitação Profissional: O produtor rural precisa entender que, ao abrir a porteira, torna-se um prestador de serviço. Cursos de capacitação em turismo são essenciais.

·         Segurança e Conforto: Mantenha a propriedade organizada, com placas informativas e áreas seguras para visitação.

·         Hospitalidade: Oferecer um atendimento espontâneo e natural é um diferencial competitivo. 

3. Foco em Sustentabilidade e Cultura Local

·         Respeite o ambiente: Preserve a cultura, a arquitetura local, o artesanato e a gastronomia da região.

·         Práticas Conscientes: Adote manejo de água, compostagem e agricultura orgânica ou agroecológica, mostrando o valor da sustentabilidade. 

4. Marketing e Comercialização

·         Marketing Digital: Utilize redes sociais para mostrar os bastidores e a rotina do campo.

·         Parcerias Regionais: Envolva a prefeitura e produtores vizinhos para criar rotas turísticas, o que fortalece a região.

·         Fidelização: O turismo rural depende de paciência para construir uma clientela fiel ao longo do tempo. 

5. Tendências para o Protagonismo (2026-2027)

·         Nostalgia e Simplicidade: Valorizar experiências que remetem a tempos mais simples, em reação ao excesso de tecnologia.

·         Hobbies Silenciosos: Incluir atividades como observação de pássaros, pesca, colheita de alimentos silvestres e caminhadas (birdwatching).

·         Gastronomia com Identidade: Oferecer produtos com "Selo Arte" ou "Sistema de Inspeção Municipal (SIM)" diretamente na propriedade. 

Ao colocar a cultura local e a experiência do visitante no centro do negócio, o empreendedor rural transforma sua propriedade em um destino memorável, assumindo a liderança no desenvolvimento local. 

Etnoturismo as suas principais vertentes - Vamos entender !

O etnoturismo é uma modalidade de turismo de experiência focada na imersão e interação com a cultura, costumes, história e modo de vida de povos tradicionais, sendo uma ferramenta de valorização cultural e geração de renda. 

Os principais tipos e vertentes do etnoturismo incluem:

·         Etnoturismo Indígena: É a forma mais comum, focada na visitação a aldeias e Terras Indígenas (TIs) para vivenciar saberes ancestrais, artesanato, danças e rituais. Exemplos incluem o turismo em áreas da etnia Tikuna, Guarani Kaiowá, Kaingang, Makuxi e Terena.

·         Turismo de Base Comunitária (TBC): Foca no protagonismo local, onde a comunidade planeja e gerencia a visitação. O turista geralmente compartilha atividades cotidianas, pernoita na comunidade e participa da culinária local.

·         Afroturismo (ou Turismo Afrocentrado): Focado na valorização da cultura afro-brasileira e de comunidades remanescentes de quilombos. Inclui roteiros históricos (como o Cais do Valongo), visitas a quilombos (ex: Campinho da Independência) e vivências na cultura negra.

·         Etnoturismo em Comunidades Tradicionais: Focado em grupos com modos de vida específicos ligados à natureza, como comunidades ribeirinhas, quilombolas, caatingueiros e quebradeiras de coco babaçu. 

Atividades comuns em qualquer um desses tipos:

·         Vivência: Participação no cotidiano (pesca, agricultura, cozinha típica).

·         Artesanato: Oficinas de confecção de utensílios, armas de guerra (maracá), pintura corporal e tecelagem.

·         Imersão Cultural: Contação de histórias, lendas, rituais e danças tradicionais.

·         Etnoecologia: Trilhas guiadas na mata com explicação sobre o uso tradicional de plantas. 

A prática, quando bem planejada, é uma alternativa de desenvolvimento sustentável que fortalece a identidade cultural e garante a preservação do meio ambiente.

 

Turismo contemplativo ? - AFINAL O QUE É ISTO EM ?

 

O turismo contemplativo é uma modalidade focada na observação atenta, apreciação e conexão profunda com paisagens naturais, fauna, flora e aspectos culturais, sem o objetivo de interação intensa ou adrenalina.

É uma forma de ecoturismo sustentável, que busca a desaceleração (slow travel), o relaxamento e a valorização da beleza cênica, harmonizando o turismo com a preservação ambiental. 

Principais Características e Benefícios:

·         Foco na Natureza e Preservação: Realizado em ambientes naturais como parques, praias, montanhas e florestas, com foco na harmonia e no respeito ao meio ambiente.

·         Atividades Leves: Inclui caminhadas tranquilas, observação de aves (birdwatching), fotografia de natureza, meditação e apreciação do pôr do sol.

·         "Slow Travel" (Viagem Lenta): Valoriza a experiência em si e o tempo, permitindo "parar, olhar e sentir" em vez de apenas acumular visitas a pontos turísticos.

·         Benefícios Mentais: Ajuda a reduzir o estresse, proporciona desconexão da tecnologia e da agitação cotidiana, promovendo bem-estar físico e mental.

·         Interpretação Ambiental: Muitas vezes envolve guias que ajudam na compreensão do ecossistema local. 

Em suma, o turismo contemplativo é uma pausa para "recarregar as energias", usando a natureza como refúgio para o autoconhecimento e a contemplação serena. 

 

O que é turismo rural tecnológico

O turismo rural tecnológico é a fusão de experiências no campo (hospedagem, agroturismo) com inovações digitais que melhoram a experiência do visitante e a gestão do produtor. 

Utiliza plataformas de reservas online, redes sociais, marketing digital, pagamentos touchless e conectividade para conectar áreas rurais a turistas. 

Principais Aspectos:

·         Acesso e Conectividade: Uso de plataformas digitais (como a Rural Time) para conectar pequenos produtores rurais a turistas em busca de experiências autênticas, valorizando o artesanato regional e a gastronomia.

·   Gestão da Experiência: Sistemas de agendamento online, controle de disponibilidade e e-commerce de vouchers facilitam o planejamento do viajante, permitindo a personalização da viagem.

·         Valorização da Propriedade: O uso de tecnologia (incluindo redes sociais) ajuda a aumentar a renda familiar dos produtores rurais, servindo como uma vitrine digital para seus serviços.

·       Exemplos Práticos: Uso de aplicativos, pagamentos digitais e automação em fazendas de turismo rural, visando maior segurança e agilidade. 

Essa modalidade, apoiada por iniciativas de tecnologia da informação no campo, facilita o contato direto com a natureza e as tradições, além de proporcionar uma vivência inesquecível de forma segura e prática. 

Saibam - O que é Turismo Solidário

 


O turismo solidário é uma modalidade de viagem que combina turismo e voluntariado, focada no combate à desigualdade social e no desenvolvimento sustentável de comunidades locais. 

Os viajantes vivenciam trocas culturais, contribuindo para a economia e o dia a dia de moradores, muitas vezes em comunidades tradicionais, valorizando a cultura e o meio ambiente. 


Principais características do Turismo Solidário:

  • Impacto Social e Econômico: O objetivo principal é gerar renda para a população local, promovendo um desenvolvimento justo e sustentável.
  • Voluntariado e Troca: Inclui atividades de volunturismo, onde viajantes doam tempo e habilidades, ou vivências onde trocam experiências com os anfitriões, fortalecendo as raízes culturais.

  • Protagonismo Comunitário (Turismo de Base Comunitária - TBC): A própria comunidade local gerencia o turismo, incluindo hospedagem (familiar/domiciliar), gastronomia, artesanato e roteiros.
  • Valorização Local: Respeito à cultura, ao patrimônio e à natureza local, evitando a degradação e o turismo predatório.
  • Sustentabilidade: Foca em práticas que beneficiam toda a comunidade e se baseiam na economia solidária e no comércio justo. 

  • Benefícios:
  • Para a Comunidade: Fortalecimento cultural, geração de renda na baixa temporada, melhoria na qualidade de vida e empoderamento.
  • Para o Viajante: Experiência enriquecedora de imersão no modo de vida local, aprendizado e a oportunidade de causar um impacto positivo. 

Essa modalidade, também conhecida como turismo de base comunitária ou de base local, busca uma forma de turismo responsável, onde o viajante se aproxima da realidade da comunidade. 

REGIONALIZAÇÃO Ministério do Turismo atualiza diretrizes do Programa de Regionalização do Turismo e do Mapa do Turismo Brasileiro


Regionalização do Turismo avança a partir de 2026 com novas diretrizes, critérios e fortalecimento da governança
Publicado em 23/02/2026 12h27Atualizado em 23/02/2026 20h23
PORTAL (FOTO) (22).pngFoto: Ministério do Turismo

O Ministério do Turismo publicou a nova Portaria 1/2026 que atualiza as diretrizes do Programa de Regionalização do Turismo (PRT) e do Mapa do Turismo Brasileiro. A partir de 2026, o PRT e o Mapa passam a vigorar com importantes novidades, trazendo maior clareza sobre o papel do Programa e promovendo melhor alinhamento entre União, Estados, Regiões Turísticas e Municípios.

O novo instrumento normativo estabelece a atualização do PRT, o avanço nos critérios do Mapa do Turismo Brasileiro, a definição do conceito e do papel das Instâncias de Governança Regional (IGRs), além das atribuições dos interlocutores municipal, regional e estadual do PRT e das responsabilidades dos órgãos e instâncias que compõem o Sistema Nacional do Turismo.

Com a atualização, o PRT passa a contar com uma estrutura normativa mais robusta, composta por 12 objetivos detalhados, nove eixos de atuação atualizados, sete estratégias de implementação claramente definidas e duas ações estruturantes do Programa.

O documento reconhece a Instância de Governança Regional (IGR) como entidade da sociedade civil, de natureza privada e sem fins lucrativos, nos termos da Lei nº 13.019/2014, atribuindo-lhe a representação da região turística no âmbito do Mapa do Turismo Brasileiro, com composição tripartite entre poder público, iniciativa privada e sociedade civil.

Em relação ao Mapa do Turismo Brasileiro, o normativo estabelece critérios mais claros para municípios, regiões turísticas, Estados e Distrito Federal.

Para integrar o Mapa, os municípios deverão, entre outros pontos, apresentar a composição do Conselho Municipal de Turismo na ata de posse da atual diretoria e o plano de trabalho do Conselho ou Fórum Municipal de Turismo para todo o período de gestão. Recomenda-se ainda a disponibilização dessas informações no site oficial da prefeitura.

Como novidade, a renovação do cadastro no Mapa passa a exigir a comprovação de participação ativa do município na Instância de Governança Regional, por meio de declaração formal assinada pelo dirigente máximo da IGR, sendo proibida qualquer cobrança de taxa para fins de cadastro, renovação ou emissão da declaração.

As Regiões Turísticas deverão apresentar plano de trabalho da IGR para todo o período de gestão e declaração com link do site oficial, contendo informações sobre parcerias executadas ou em execução, especialmente aquelas relacionadas à captação de recursos.

Já os Estados e o Distrito Federal deverão comprovar a existência e o funcionamento de Conselho ou Fórum Estadual de Turismo ativo, apresentando ato normativo de criação, ato de posse da diretoria, ata de reunião realizada nos últimos 12 meses, plano de trabalho do Conselho ou Fórum e plano de trabalho do Interlocutor Estadual do PRT. Recomenda-se que as informações referentes ao Conselho estejam disponíveis em seção específica no site do órgão estadual de turismo.

Por fim, para garantir maior previsibilidade, segurança jurídica e organização do processo, o regulamento amplia de 60 para 90 dias o prazo mínimo de antecedência para solicitação de renovação do cadastro do município no Mapa do Turismo Brasileiro.

PRAZO DE ADAPTAÇÃO - O Ministério do Turismo definiu um período de adaptação para a implementação da nova Portaria no Sistema de Informações do Mapa do Turismo Brasileiro (SISMAPA). As novas regras passam a valer a partir de 1º de abril de 2026. Ou seja, até 31 de março, as análises técnicas continuarão sendo feitas com base no Ato Normativo nº 9/2025, permitindo que estados e municípios se organizem e se adequem às novas regras, sem risco de prejuízos ou exclusão do Mapa.

FUNGETUR – O Fundo Geral de Turismo (Novo Fungetur) disponibiliza linhas de crédito com condições diferenciadas e taxas atrativas para fortalecer empresas do setor em mais de 30 instituições financeiras credenciadas (Confira aqui a lista completa). O objetivo é claro: apoiar quem gera emprego, renda e movimenta a economia local, com financiamento para capital de giro, compra de equipamentos, obras, ampliação e modernização dos negócios.

FACILIDADE E CONDIÇÕES - As condições do Fungetur são um dos grandes atrativos. As linhas permitem financiamentos de até R$ 15 milhões, com juros reduzidos — em torno de 5% ao ano, acrescidos de índices de correção —, prazos longos e carência que pode chegar a cinco anos, a depender da modalidade. Para capital de giro, os prazos podem alcançar até 60 meses. Para obras, construção, reforma e ampliação, o pagamento pode se estender por até 240 meses.

Por Fábio Marques
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

Viagens e Turismo

Feira da Agricultura Familiar Dia 09/03 - segunda-feira no pátio da Unic, a partir das 17h


 

Expedição rota do café leva ciência e inovação diretamente ao produtor de pequena escala

 


25 de Fevereiro de 2026 às 09:23
Iniciativa da Empaer em parceria com a Seaf conta com programação itinerante em seis municípios nas regiões Norte e Noroeste do estado
Vânia Neves | Seaf/Empaer


Imagens de plantação de café em MT - Foto por: Assessoria Seaf
A | A

Mato Grosso, tradicionalmente conhecido por suas grandes lavouras, vem conquistando espaço em um segmento pouco explorado: a produção de café. Para fortalecer a cafeicultura familiar, aumentar a produtividade e elevar a qualidade do grão nas pequenas propriedades, a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT), promove a Expedição Rota do Café – MT: “Pelos Caminhos do Café Mato-grossense”, um circuito itinerante de encontros técnicos que leva aos produtores os mais recentes resultados de pesquisas voltadas à cafeicultura familiar.

A iniciativa percorrerá seis municípios das regiões Norte e Noroeste: começando por Colniza, e na sequência indo até Aripuanã, Cotriguaçu, Juína, Nova Bandeirantes e Nova Monte Verde, municípios considerados referências na produção de café robusta no Estado.

De acordo com os pesquisadores da Empaer, hoje Mato Grosso já figura entre os estados com maior potencial para produção de cafés robustas, com cerca de 270 mil sacas por ano distribuídas em mais de 30 municípios, crescimento impulsionado principalmente pela agricultura familiar e pela assistência técnica rural.

Ciência mais perto do produtor

Na reunião realizada nesta terça-feira (24/2), a equipe de pesquisadores da Empaer apresentou o roteiro da expedição à secretária da Seaf, Andreia Fujioka, e ao presidente da Empaer, Suelme Fernandes. Durante a expedição, técnicos e pesquisadores conduzirão encontros para compartilhar os resultados de pesquisas sobre a validação de clones de café robusta mais adaptados a Mato Grosso.

Segundo a pesquisadora em Sistemas Produtivos da Empaer, engenheira agrônoma e doutora em Agricultura Tropical, Danielle Müller, o objetivo da expedição é aproximar ainda mais o produtor da ciência e da tecnologia. “A proposta é levar mais conhecimento ao produtor. O projeto busca estimular a adoção de tecnologias, melhorar a produtividade e garantir qualidade ao café produzido nas pequenas áreas rurais”, destaca.

O presidente da Empaer, Suelme Fernandes, reforça: “Nosso compromisso é transformar a pesquisa em ações práticas que beneficiem diretamente o agricultor familiar. Essa expedição é uma oportunidade única de unir conhecimento científico e experiência no campo. Cada etapa da programação foi pensada para transformar conhecimento em ação. Queremos inspirar o produtor a ver o potencial do nosso café”.

Integração entre instituições

A Rota do Café também reúne um conjunto de parceiros institucionais que dão suporte técnico, científico e logístico às atividades. Além da Empaer e da Seaf, participam da iniciativa a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), as prefeituras municipais, sindicatos rurais, associações de produtores, cooperativas e instituições de ensino e pesquisa.

“Entre os resultados esperados estão a integração entre pesquisa, extensão rural e produtores, a ampliação das oportunidades de comercialização e a valorização da identidade do café mato-grossense”, afirma a doutora em fitotecnia, engenheira agrônoma e pesquisadora em Sistemas Produtivos da Empaer, Dalilhia Nazaré dos Santos.

A secretária da Seaf, Andreia Fujioka, ressaltou a integração entre Seaf e Empaer nas atividades e políticas públicas.  “Acreditamos que o fortalecimento da agricultura familiar passa pela união entre instituições e produtores. Projetos como este reforçam o compromisso do Estado em gerar conhecimento, qualidade e renda para quem vive do que produz”.

Qualidade, renda e permanência no campo

Para a agricultura familiar, o impacto vai além da produtividade. A expectativa é consolidar a marca “Café de Mato Grosso” como produto de origem, qualidade e valor social, gerando renda e incentivando a permanência das famílias no campo.

“Com assistência técnica, acesso à inovação e orientação adequada de manejo, pequenos produtores têm a oportunidade de produzir mais e melhor. Antes visto como cultura secundária em algumas regiões, o café ganha protagonismo na economia rural do estado”, pontuou o engenheiro agrônomo, doutor em Agricultura Tropical e pesquisador em Solos da Empaer, Wininton Mendes.

 A inscrição para o evento é gratuita e está disponível no link da Empaer: https://forms.gle/GXBT2Ro8WGZfmn3N9


Confira a programação completa

Colniza: 11/3 (qua) – Câmara Municipal, 7h às 11h45;

Aripuanã: 12/3 (qui) – Balneário Oasis, 7h às 11h45;

Cotriguaçu: 25/3 (qua) – Centro de Eventos, 7h às 11h45;

Juína: 26/3 (qui) – Barracão da Feira Municipal, 7h às 11h45;

Nova Bandeirantes: 08/4 (qua) – local a definir, 7h às 11h45;

Nova Monte Verde: 09/4 (qui) – Estância Villa Bella, 7h às 11h45.