9 de março de 2026

SOBRE PRECIFICAÇÃO DE PRODUTOS EM TURISMO RURA L - VEJA NESTE GUIA o passo a passo para fazer a precificação em produtos de turismo rural

Fonte: Internet


A precificação no turismo rural deve equilibrar os custos operacionais (que muitas vezes são subestimados) com o valor emocional e de experiência que o campo proporciona, como o contato com a natureza, tranquilidade e produtos artesanais. O objetivo é garantir a cobertura dos custos e a geração de lucro, sem tornar o produto inacessível ou desvalorizado. 

Aqui está um guia passo a passo para fazer a precificação em turismo rural:

1. Levantamento dos Custos

Antes de definir o preço, é fundamental saber exatamente quanto custa o seu serviço:

·         Custos Variáveis: Insumos diretos, café da manhã, material de limpeza, energia e água consumidos pelo turista.

·         Custos Fixos: Impostos (DAS-MEI, por exemplo), funcionários, manutenção da propriedade, internet.

·         Custo de Ocupação (Cost Par): Calcule o custo de manter o quarto ou atividade funcionando, mesmo que não haja hóspedes.

·         Pró-labore: Não esqueça de incluir o seu salário pelo tempo dedicado. 

2. Análise de Mercado e Concorrência

·         Pesquisa de Concorrentes: Compare suas diárias ou atividades com outros empreendimentos de turismo rural similares na sua região.

·         Valor Percibido: Diferencie-se. Se sua propriedade oferece experiências únicas (ordenha, colheita, refeição típica), seu preço pode ser superior à média.

·         Sazonalidade: Ajuste os preços entre alta (férias, feriados) e baixa temporada. 

3. Métodos de Precificação

·         Markup (Preço = Custo + Margem): Adicione uma margem de lucro sobre o custo total (variável + fixo).

·         Precificação Baseada em Valor (Value-based Pricing): Defina o preço com base no benefício que o cliente percebe (ex: a exclusividade da experiência) e não apenas no custo de produção.

·         Custo por Quarto/Atividade (Cost Par): O valor mínimo da diária deve cobrir pelo menos os custos fixos e variáveis por unidade ocupada. 

4. Dicas Estratégicas para Turismo Rural

·         Valorize a Experiência: No campo, o turista busca vivência. Inclua atividades como colheita, contato com animais ou caminhadas no preço do pacote para agregar valor.

·         Comissões de Venda: Se utilizar plataformas de reserva (Booking, Airbnb), adicione as comissões (que podem chegar a 15-20%) ao seu preço final.

·         Comece com Pacotes: Crie pacotes (hospedagem + café + trilha) para facilitar a percepção de valor.

·         Use Aplicativos: Utilize plataformas de hospedagem para gerenciar a renda e a ocupação da propriedade. 

Resumo dos Fatores de Precificação

  • 1.    Custos Diretos e Indiretos
  • 2.    Lucro Desejado
  • 3.    Concorrência (Benchmark)
  • 4.    Valor da Experiência
  • 5.    Sazonalidade

Nota: Não caia no erro de vender muito com preço baixo, o que gera alto faturamento mas zero resultado líquido. 

 

Vamos entender o que é Conta Satélite do Turismo (CST) Rural - o que ela faz !

 

Fonte:Internet

A Conta Satélite do Turismo (CST) Rural é um sistema estatístico complementar às contas nacionais, focado em mensurar o impacto econômico específico das atividades turísticas em áreas rurais.

Ela calcula o Produto Interno Bruto (PIB) do turismo rural, gerando dados sobre emprego, renda, consumo e investimentos no setor. 


O que ela faz na prática:

 

·         Mede o Impacto Econômico: Isola o valor gerado por pousadas rurais, restaurantes típicos, passeios e artesanato local, produção associada ao turismo, setores que muitas vezes não aparecem isolados no PIB geral.

· 

·      Identifica Oportunidades: Ajuda a entender a cadeia de valor do turismo no campo, desde o transporte até a comercialização de produtos locais.

·          

·         Orienta Políticas Públicas: Fornece dados para que governos e empresários criem estratégias para fortalecer o desenvolvimento regional e a geração de renda no campo. 

Essa ferramenta é essencial para destacar a importância do turismo rural como um motor de desenvolvimento local, valorizando a cultura e o ambiente rural.

Vejam alguns Aspectos Chave da Sucessão Familiar No Meio Rural

 

Fonte Internet

A sucessão familiar no meio rural é a transferência planejada da gestão, propriedade e legado técnico da fazenda entre gerações (pais para filhos). Essencial para a longevidade, envolve capacitação dos jovens, diálogo familiar e instrumentos jurídicos, como a doação com usufruto ou partilha em vida. 

Aspectos Chave da Sucessão Rural:

·         Importância: Garante a continuidade do negócio, evita conflitos familiares e preserva o patrimônio construído.

·         Desafios: Resistência dos fundadores à mudança, falta de preparo do sucessor e a migração de jovens para a cidade.

·         O Processo: Começa com o diálogo aberto, seguido pela capacitação do sucessor, definição de papéis e formalização legal.

·         Gestão Moderna: Jovens tendem a trazer inovações tecnológicas (drones, maquinário de precisão) e novas lideranças, incluindo maior participação feminina.

·         Ferramentas Legais: Planejamento sucessório, doação com cláusula de usufruto (garante que o fundador viva da renda da terra) e antecipação da legítima. 

Recomendações:
A busca por consultoria técnica e jurídica ajuda a mediar conflitos e organizar a transferência de forma eficiente, profissionalizando a propriedade. 

SOBRE: Sucessão Familiar de modos gerais - vamos entender um pouco!

 

Fonte: Internet

A sucessão familiar é o processo planejado de transferência de gestão e propriedade de um negócio ou patrimônio, como fazendas e empresas, para a nova geração. Essencial para a continuidade, exige planejamento com 5 a 10 anos de antecedência, envolvendo preparo dos herdeiros, comunicação clara e alinhamento de expectativas. 

Principais Aspectos da Sucessão Familiar:

·         Processo, não evento: Deve ser construído ao longo do tempo, transmitindo conhecimentos, valores e cultura da família.

·         Desafios Comuns: Incluem resistência à mudança, conflitos de interesse, falta de planejamento, preparação dos sucessores e fatores emocionais.

·         Planejamento no Agronegócio: Muito comum no meio rural, onde o sucesso depende da união familiar, profissionalização da gestão e a inclusão das novas tecnologias pelos mais jovens.

·         Profissionalização: É recomendável que os herdeiros ganhem experiência antes de assumir cargos de liderança, permitindo que a transição ocorra de forma natural.

·         Sucessão Forçada: Caso não haja planejamento, a sucessão pode ocorrer forçadamente por morte ou doença, gerando instabilidade. 

Como Fazer uma Sucessão Eficaz:

1.    Iniciar cedo: Definir um cronograma claro, mapeando as etapas de transferência de poder.

2.    Envolver a família: Realizar reuniões para discutir as expectativas de quem quer e quem não quer assumir o negócio.

3.    Profissionalizar: Analisar quem entre os herdeiros tem perfil de gestão e considerar auxílio profissional especializado para mediar conflitos.

4.    Treinamento: Focar na capacitação técnica e de gestão da nova geração.

5.      Reconhecimento: A transição deve ser baseada na generosidade do sucedido (patriarca/matriarca) e na competência do sucessor. 

A sucessão bem planejada garante a perenidade da empresa e preserva o patrimônio familiar, adaptando-o às mudanças de mercado

Êxodo Rural, causas e consequências... - Geraldo Neves dos Reis


Como é do conhecimento de todos, êxodo rural é o processo de migração, vagarosamente ou em massa, da população do meio rural para as grandes cidades, podendo ocorrer em um curto ou longo período de tempo. 

Em nosso país isso ocorreu, em grandes proporções, nas décadas de 60 e 80, mas ocorreu também, embora em menor escala, nas demais décadas e ainda vem acontecendo nos dias atuais, principalmente para as cidades de grande porte.

Várias são as causas desse fenômeno, as quais podem variar com a região ou com o passar do tempo. Dentre as principais podemos citar: 1ª – Busca de melhores condições de vida; 2ª - Mecanização do setor agropecuário, com a substituição total ou parcial da mão de obra por máquinas agrícolas; 3ª – Leis que impedem ou dificultam a manutenção ou fixação do homem no meio rural;  4ª – Falta de incentivo aos  produtores por parte dos governos municipal, estadual e federal;  5ª – Longos e frequentes períodos de estiagem; 6ª - Ausência de infraestrutura  e serviços nos setores essenciais como educação, transporte e saúde; 6ª – Excesso de protecionismo por parte dos governos, principalmente na distribuição de “bolsas” sem o devido controle e observância de suas reais necessidades; 7ª – Desativação das escolas no meio rural; 8ª – Maior oferta de emprego no setor urbano; 9ª – Sindicatos que, as vezes, incentivam o desacordo entre o patrão e o empregado; etc.

As consequências de todo esse processo estão aí estampadas nos jornais e na mídia de um modo geral: crescimento desenfreado e desordenado das periferias urbanas, o que vem provocando a formação e crescimento das favelas, cujas cidades não estão preparadas para receber um grande número de migrantes; ausência de mão de obra no campo para plantio, cultivo e colheita, principalmente para as culturas perenes como o café, citros e a cana-de-açúcar; crescimento da economia informal, provocado pela escassez de emprego também no setor urbano das cidades; etc.

Antigamente os fazendeiros construíam casas para seus antigos colonos e, quando um dos filhos de tais funcionários constituía família, era construída nova uma nova residência para o mesmo, o qual prestava seus serviços desde criança nas referidas fazendas.  Na conjuntura atual, se o fazendeiro proceder da mesma forma, possivelmente perderá suas terras e ainda terá que fornecer uma volumosa indenização aos esses empregados.  O que se vê hoje em dia são casas derrubadas, desmoronadas ou abandonadas na grande maioria das propriedades rurais.

No Passado existiam escolas no meio rural, onde as crianças tinham mais comodidade para pelo menos para iniciarem seus estudos e ainda, após retornarem das aulas, ajudavam em pequenas tarefas em suas residências ou até mesmo nas fazendas cujos pais trabalhavam.  Hoje os alunos, que ainda restam no meio rural, são conduzidos para as escolas urbanas, com muita perda de tempo e perigo constante durante tal translado.

Nos dias de hoje as crianças não podem mais trabalhar, mas podem ser usadas ou transformadas em pedintes nos sinais de trânsitos e nas ruas das cidades ou assistir “apresentações artísticas” pornográficas nas exposições promovidas por agentes financeiros ou pelos grandes canais de televisão.

Enquanto falta mão de obra nas fazendas, os bares, as praças e as ruas estão cheios de pessoas ociosas, bebendo, fumando ou jogando e vivendo ás custas de “bolsas” oferecidas por um governo incompetente, inconsequente e mal-intencionado.  Que usa a ingenuidade ou a fome dos necessitados para angariar votos..

Talvez seja como um grão de areia no deserto ou uma gota de água no oceano, mas a minha experiência, adquirida após mais de 35 anos de trabalho em contato direto com o homem do campo, me permite lançar algumas sugestões para tentar, pelo menos, amenizar esse problema: 1ª – Modificação das leis trabalhistas, com leis diferenciadas ou distintas entre os setores rural e urbano, permitindo ou facilitando ao produtor rural a contratação de mão de obra temporária sem a necessidade de vínculo empregatício (registro em carteira de trabalho). Seria efetuado apenas um contrato temporário, válido por 3 a 4 meses, período suficiente para a execução da colheita das culturas perenes.  Poderia ser pago apenas uma taxa “per capta”  ao INSS, para assegurar o trabalhador durante o período contratado; 2ª – Modificação das leis facilitando ou permitido ao produtor rural fornecer moradia ao trabalhador, durante o tempo de trabalho, sem que o empregador corra o risco de perder sua casa ou um pedaço de terra, quando tal funcionário fosse dispensado;  3ª – Volta das escolas no meio rural, para que o aluno tenha mais comodidade e assiduidade em seus estudos; 4ª – Postos de Saúde, ou pelo menos Ambulatórios, com atendimento médico no meio rural, pelo menos uma vez por semana; 5ª – Menos protecionismo por parte dos governos, para que a pessoa tenha a necessidade de trabalhar para sustentar sua família; 6ª – Incentivo social e financeiro ao produtor rural, com  assistência técnica e crédito rural facilitado e sem burocracia, etc.

Os municípios, principalmente os pequenos, cuja renda principal advém da produção agrícola, acabam sendo severamente prejudicados por esse êxodo rural, com a diminuição de sua população, de sua produção agrícola e a consequente queda em sua arrecadação.

O que está faltando mesmo é vontade política e comprometimento dos governos com o produtor e o trabalhador rural, para que o homem do campo possa exercer sua profissão com mais dignidade e tranquilidade.

 

Geraldo Neves dos Reis, ex-funcionário do Instituto Brasileiro do Café e Ministério da Agricultura, engenheiro agrônomo e fiscal federal agropecuário aposentado, membro da Academia Maçônica de Letras do Leste de Minas, escritor com dois livros já lançados, membro e atual Secretário da Loja Maçônica Caratinga Livre, Radialista, diretor de uma Rádio Comunitária em Vargem Alegre e confrade da Sociedade São Vicente de Paulo.


* Artigo publicado no Jornal "Diário de Caratinga" do dia 30-11-2017.

SOBRE: Êxodo Rural - Entenda !

 


O êxodo rural é a migração populacional em massa do campo para as cidades, motivada principalmente pela mecanização agrícola, busca por melhores empregos, serviços de educação/saúde e secas. Intensificado após a industrialização, o fenômeno gera urbanização acelerada, mas também desemprego urbano, favelização e envelhecimento do campo. 


Principais Causas do Êxodo Rural


·         Mecanização do Campo: Substituição da mão de obra humana por máquinas (tratores, colheitadeiras).

·         Fatores Atrativos da Cidade: Busca por melhores oportunidades de emprego, educação, saúde e qualidade de vida.

·         Concentração de Terras:

 Estrutura fundiária restritiva, dificultando a permanência de pequenos produtores

·         Clima e Desastres: Secas, ciclones e escassez de água empurram a população para áreas urbanas.

·         Falta de Infraestrutura: Ausência de serviços básicos como estradas, hospitais e escolas no campo. 

Consequências do Êxodo Rural

·         Urbanização Desordenada: Cidades não preparadas para receber um grande número de pessoas, gerando déficit habitacional e de infraestrutura.

·         Aumento do Desemprego e Marginalidade: População rural sem qualificação profissional enfrenta dificuldades no mercado de trabalho urbano.

·         Envelhecimento do Campo: Jovens saem em busca de oportunidades, deixando a produção agrícola a cargo de populações mais velhas.

·         Favelização: Formação de assentamentos informais precários nas grandes cidades. 

O Caso Brasileiro

·         O Brasil transformou-se de um país agrário para um país urbano, com a maior parte do êxodo ocorrendo entre as décadas de 1950 e 1980, impulsionado pela industrialização e substituição de importações.

·         Em 1940, apenas 26% da população era urbana; na década de 1980, esse número subiu para 70%.

·         Embora tenha desacelerado, o êxodo persiste. Dados indicam que a população rural brasileira caiu de 18,8% em 2000 para 12,4% em 2022, evidenciando um processo de esvaziamento do campo contínuo.

·         Soluções apontadas incluem a melhoria da infraestrutura rural, conectividade, acesso a crédito e assistência técnica para jovens e pequenos produtores. 

 

Como o Turismo Rural poderá manter o Jovem no Campo - entenda !

 

Desenho da Internet

Promover a fixação do jovem no campo através do turismo rural é uma estratégia eficaz para diversificar a renda familiar, agregar valor à propriedade e impulsionar a sucessão rural. Ao combinar técnicas modernas, conectividade e hospitalidade com a experiência dos mais velhos, o turismo de experiência torna o meio rural atraente e viável financeiramente para a nova geração. 

Como o Turismo Rural Mantém o Jovem no Campo:


·         Diversificação e Nova Renda: O turismo rural oferece alternativas para que jovens continuem vivendo da produção familiar, complementando a renda com atividades de turismo de experiência, como recepção de visitantes, venda direta de produtos (café, uva, laticínios) e vivências na propriedade.

·         Empoderamento e Inovação: Jovens trazem técnicas modernas, uso de tecnologias, redes sociais e marketing digital, que, integrados à experiência dos mais velhos, valorizam a propriedade e aumentam a produção.

·         Valorização da Cultura Local: O turismo rural valoriza tradições, artesanatos e a culinária típica, estimulando o orgulho e o sentimento de pertencimento do jovem à sua comunidade.

·         Sucessão Familiar: A oportunidade de gerir um negócio próprio, como uma pousada, café rural ou trilha ecológica, incentiva o jovem a assumir a gestão da propriedade, garantindo a continuidade da agricultura familiar. 

Incentivos e Políticas Públicas:
Para fortalecer essa iniciativa, o governo e instituições oferecem diversos tipos de suporte: 

·         PRONAF Jovem: Linhas de crédito com juros baixos para jovens de até 29 anos financiarem atividades agropecuárias e de turismo rural.

·         Capacitação: Programas de treinamento da EMPAER, SENAR, SEA, SEBRAE e institutos de desenvolvimento rural (como o IDR Paraná) capacitam jovens em gestão, hospitalidade e inovação.

·         Política Nacional: Projetos como a Política Nacional de Juventude e Sucessão Rural, e a Política Nacional de Incentivo ao Turismo Rural, visam fortalecer a agricultura familiar e combater o êxodo rural com infraestrutura e crédito. 

A integração da juventude no turismo rural, junto com o acesso à educação e conectividade, transforma a propriedade rural em um local de trabalho digno e de qualidade de vida, similar ao urbano