15 de setembro de 2026

Geraldo Lucio fala sobre a Quantidade , Diversidade Etinias e Povos Indígenas de Mato Grosso.

Mato Grosso possui 59.972 pessoas indígenas e registra 195 etnias, povos ou grupos indígenas reconhecidos, segundo os dados do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Quantidade e Distribuição Populacional

·         População total: Quase 60 mil indígenas residem no estado, com um forte crescimento na autodeclaração em comparação aos censos anteriores.


·         Territórios originários: Cerca de 77% da população indígena de Mato Grosso vive dentro de suas terras tradicionais, o que coloca o estado com o maior percentual do Brasil de indígenas vivendo em territórios originários.


·         Presença municipal: Há população indígena residente em 131 municípios mato-grossenses, incluindo centros urbanos como Cuiabá e Várzea Grande.

Diversidade Étnica e Cultural

·         Diversidade de etnias: O estado abriga 195 etnias, refletindo uma rica pluralidade cultural que abrange transições entre a Amazônia, o Cerrado e o Pantanal.


·         Povos mais populosos e presentes: Entre as etnias com maior expressão demográfica e territorial no estado destacam-se os Xavante, Paresi (Pareci), Bororo, Kaiabi-Kawaiwete, Nambikwara e Terena.


·         Grandes territórios: O estado abriga marcos importantes da redemarcação e proteção territorial, como áreas tradicionais na região do Xingu e extensas demarcações que ocupam uma parcela significativa do território mato-grossense.



       Mato Grosso possui oficialmente pelo menos 43 a 46 povos indígenas reconhecidos em seus territórios originários, segundo dados de organizações como a Federação dos Povos Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT) e o Instituto Socioambiental (ISA)

       Principais  Povos Indígenas em Mato Grosso

·         Xavante (A'uwẽ): Um dos maiores povos do estado, habitam o leste mato-grossense (como em Campinápolis e na TI Marãiwatsédé).


·         Boe (Bororo): Povo tradicional da região central e sul do estado.


·         Paresí (Haliti): Ocupam a região dos Chapadões e o planalto do Parecis.

·         Bakairi: Localizados na região de Paranatinga e sul do estado.


·         Chiquitano: Presentes na fronteira com a Bolívia (região de Cáceres e San Matías).


·         Apiaká, Kayabi e Munduruku: Habitam a região norte mato-grossense (Vale do Teles Pires e Arinos).


·         Nambikwara: Congregam vários subgrupos no noroeste do estado.


·         Povos do Alto Xingu: Uma rica rede multiétnica que inclui os povos Kuikuro, Kamaiurá, Aweti, Yudja, Mehinako, Kalapalo, Waurá, entre outros.


·         Outros povos presentes: Cinta Larga, Zoró, Apyãwa (Tapirapé), Balatiponé (Umutina), Arara do Rio Branco, Apurinã, entre outros.


Geraldo Lúcio fala sobre a Diversidade da Gastronomia Indígena de Mato Grosso

A gastronomia indígena de Mato Grosso é uma rica herança baseada no uso de ingredientes nativos e técnicas ancestrais que moldam a identidade alimentar de toda a região.

Ingredientes e Pratos Principais

·         Mandioca: Base da alimentação, consumida cozida, em farinhas ou em pratos tradicionais como a mojica de pintado, que combina o peixe de água doce com pedaços de mandioca e caldo espesso.


·         Peixes de água doce: Espécies como pintado, pacu e piraputanga são pilares na culinária local, frequentemente assados na brasa ou enrolados em folhas nativas.


·         Frutos do Cerrado: O pequi e outros frutos silvestres integram receitas tradicionais, demonstrando a forte ligação entre a floresta e o prato.

Povos Guardiões da Tradição

·         Xavante, Bororo e Kayabi: São alguns dos povos que preservam e transmitem o conhecimento sobre o manejo sustentável, o respeito aos ciclos da natureza e o preparo de alimentos livres de aditivos químicos.


·         Resistência Cultural: O ato de manter essas receitas vivas funciona como ferramenta de proteção da biodiversidade e de valorização da história dos povos originários.

Geraldo Lúcio fala sobre a Diversidade da Cultura Indígena em Mato Grosso

Mato Grosso abriga uma imensa diversidade cultural indígena, contando com dezenas de etnias reconhecidas que habitam diferentes biomas do estado, como a Amazônia, o Cerrado e o Pantanal.

Panorama da População e Diversidade

·         Riqueza Étnica: O estado registra cerca dezenas de povos e etnias tradicionais, destacando-se grupos como Xavante, Bororo, Pareci, Nambikwara e Kayapó.


·         Territórios Originários: Mato Grosso possui um dos maiores percentuais de população indígena vivendo em suas terras de origem no país, o que reforça a preservação de modos de vida ancestrais.


·         Línguas e Tradições: A pluralidade se reflete na multiplicidade de línguas nativas, rituais, cantos, danças e formas de manejo sustentável da biodiversidade.

Expressões Culturais

·         Arte e Artesanato: A confecção de artefatos tradicionais — como cocares, colares, cerâmicas e peças trançadas — expressa a identidade e a cosmologia de cada tribo.


·         Pintura Corporal e Espiritualidade: O uso de grafismos e tintas naturais (como o jenipapo e o urucum) em rituais e no cotidiano é uma forte marca de resistência e transmissão de saberes.


·         Relação com a Terra: O território não representa apenas moradia, mas o espaço sagrado de manutenção da memória coletiva e da reprodução física e cultural dos povos.

Para uma pesquisa aprofundada, você pode consultar o Instituto Socioambiental (ISA) para dados detalhados sobre cada povo.

Geraldo Lucio fala sobre Diversidade da Agricultura Familiar Indígena em Mato Grosso.

A agricultura familiar indígena em Mato Grosso destaca-se pela alta diversidade produtiva e pelo manejo sustentável associado a saberes tradicionais, unindo o cultivo de subsistência e o fornecimento para mercados locais.

Diversidade Produtiva nas Aldeias

·         Cultivos tradicionais e diversificados: As comunidades produzem alimentos essenciais como milho, arroz, mandioca, feijão, frango, hortaliças e frutas variadas.


·         Manejo extrativista e agroflorestal: Envolve a coleta e o beneficiamento de castanhas nativas, além de sistemas de quintais agroflorestais que consorciam espécies para uso alimentar e medicinal.


·         Inovações de escala: Etnias como os Pareci (Haliti) combinam práticas culturais com o cultivo agrícola avançado e sustentável, gerando autonomia econômica.

Políticas Públicas e Apoio Institucional

·         Programas de incentivo: A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar de Mato Grosso (SEAF) atua no fomento às cadeias produtivas por meio de assistência técnica, insumos e infraestrutura.


·         Garantia de mercado: A atuação de órgãos como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) viabiliza a compra e a doação de alimentos via Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) voltado às aldeias

Geraldo Lucio fala sobre a Divesidade do Artesanat Indígena em Mato Grosso

O artesanato indígena de Mato Grosso é uma rica expressão de saberes ancestrais, conexões com a natureza e identidades culturais mantidas por diversas etnias no estado. 

É uma expressão rica e diversificada que reflete a identidade cultural, os saberes ancestrais e a conexão profunda de diferentes etnias com a natureza. 

Principais Tipos  de Materiais e Técnicas.

·         Cerâmica: Peças utilitárias e decorativas moldadas à mão, muitas vezes adornadas com grafismos tradicionais e tintas de origem natural. Peças modeladas à mão, adornadas com grafismos tradicionais e tintas de origem natural (como o urucum).


·         Cestaria e Fibras Naturais: Tramas elaboradas com cipós, palhas e outras fibras da flora regional para a criação de peneiras, balaios e cestos com padrões geométricos únicos. Tramas elaboradas com cipós, tucum e outras plantas locais para a criação de cestos, peneiras e esteiras.


·         Madeira e Escultura: Objetos esculpidos que vão desde utensílios cotidianos até artefatos rituais, refletindo o respeito e o manejo sustentável dos recursos da floresta e do cerrado. Objetos utilitários e artísticos entalhados, como bancos tradicionais (a exemplo dos bancos Karajá) e armas de caça.


·         Biojoias e Adornos: Colares, brincos, pulseiras e cocares feitos com sementes coletadas na mata, plumas, ossos e miçangas coloridas que identificam rituais, clãs e tradições. Adornos corporais, colares, brincos e pulseiras feitos com sementes nativas, ossos, plumas e miçangas coloridas.


·         Tradição e Sustentabilidade: A produção artesanal funciona não apenas como meio de subsistência e fortalecimento da economia criativa, mas também como estratégia de preservação cultural e valorização dos territórios originários.

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·         Reconhecimento: Iniciativas estaduais e espaços como o Sesc Mato Grosso ajudam a fomentar a comercialização e a visibilidade dessas obras em feiras e salões de artesanato pelo país

O Sesc Mato Grosso e iniciativas estaduais valorizam essa produção em feiras e espaços de cultura, mostrando como a diversidade cultural e a força da economia criativa geram renda e preservam as tradições dos povos originários.

14 de setembro de 2026

Geraldo Lúcio fala porque a agricultura familiar precisa de políticas públicas

 

A agricultura familiar precisa de políticas públicas para superar desafios de escala, garantir renda justa aos produtores e assegurar a alimentação da população.

Principais Motivos

·         Garantia de Renda e Combate à Pobreza: Sem apoio, pequenos produtores ficam à mercê de intermediários que pagam preços muito baixos por suas safras. Programas como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) ajudam a comprar a produção por um valor justo.


·         Segurança Alimentar: Esse setor produz a maior parte dos alimentos que vão para a mesa da população urbana. O incentivo à produção local abastece escolas e redes públicas de alimentação.


·         Acesso a Crédito e Tecnologia: Pequenos agricultores não têm as mesmas condições de financiamento que o agronegócio de grande escala. Ferramentas como o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) oferecem crédito com juros mais baixos para investir na lavoura.


·         Fixação do Homem no Campo: O apoio governamental evita o êxodo rural, permitindo que as famílias vivam com dignidade do trabalho na terra, preservando tradições e o meio ambiente.



Geraldo Lúcio fala porque o turismo rural precisa de políticas públicas

O turismo rural precisa de políticas públicas para garantir segurança jurídica aos produtores, facilitar o acesso a créditos e promover o desenvolvimento sustentável das comunidades locais.

Principais Motivos

·         Segurança Jurídica e Legalização: A regulamentação pública permite que agricultores e produtores trabalhem de forma legal sem perder direitos previdenciários ou trabalhistas da atividade rural original.


·         Acesso a Financiamento: Programas governamentais abrem portas para linhas de crédito específicas e subsídios, essenciais para pequenos e médios empreendedores investirem na infraestrutura necessária.


·         Desenvolvimento Local e Renda: A atividade diversifica a economia do campo, gerando novas fontes de renda para a agricultura familiar e combatendo o êxodo rural.


·         Infraestrutura e Planejamento: O poder público garante melhorias em estradas, saneamento, sinalização e comunicação, essenciais para receber visitantes com qualidade.


·         Preservação Cultural e Ambiental: Políticas direcionadas ajudam a proteger o patrimônio histórico, as tradições locais e os recursos naturais que atraem os turistas.





Geraldo Lúcio traz aqui uma palavra resumida de reflexão para os candidatos a cargos políticos apoiarem O TURISMO RURAL


A chave para o sucesso do turismo rural não está em construir o novo, mas em valorizar o que já existe.

O turismo rural é uma força poderosa. Ele traz dinheiro para o campo, gera empregos e mantém as famílias unidas em suas terras.

Para os candidatos que apoiam essa causa, fica uma reflexão simples: O turismo rural não é sobre criar grandes hotéis, é sobre proteger histórias.

Três Pontos para Reflexão

·         A simplicidade é o luxo: O turista busca a comida feita no fogão a lenha, o cheiro da terra e a paz da natureza.

 

·         Melhoria na estrutura: Apoiar o turismo rural significa garantir estradas boas, internet no campo e segurança.

 

·         Cuidado com as pessoas: O maior patrimônio do campo é o produtor rural. Ele precisa de treinamento e apoio financeiro.

O Verdadeiro Legado

Apoiar o turismo rural é cuidar da identidade da nossa região. Quando o campo prospera, a cidade inteira cresce junto.



Geraldo Lúcio traz aqui uma palavra resumida de reflexão para os candidatos a cargos políticos apoiarem a agricultura familiar

Todo apoio político parte de um pressuposto de  compromisso, pois o futuro da mesa dos cidadãos depende diretamente das mãos daqueles  que cultivam a terra.

A agricultura familiar não é apenas um setor econômico. Ela é o coração que alimenta o nosso país, preserva as nossas tradições e cuida do meio ambiente. Apoiar essa causa exige ir muito além das promessas de campanha.

Várias são as respostas para  essa reflexão

·         Alimento na mesa: A agricultura familiar produz a maior parte dos alimentos frescos que as famílias consomem diariamente.

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·         Economia viva: Ela gera empregos e movimenta o comércio das pequenas cidades e comunidades rurais.

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·         Sustentabilidade: O pequeno produtor protege a terra, a água e a biodiversidade para as próximas gerações.

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·         O  apoio tem que ser verdadeiro

Para que o apoio seja real, o plano de governo de um candidato precisa focar em três pilares práticos:

·         Crédito facilitado: Garantir dinheiro na mão do produtor com juros baixos para ele investir na plantação.

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·         Assistência técnica: Levar agrônomos e conhecimento até o campo para melhorar a produção.

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·         Garantia de compra: Fortalecer programas que compram a comida do pequeno produtor para usar em escolas e hospitais.

Resumindo a  mensagem central para um  candidato então seria:

Honrar o voto do homem e da mulher do campo é garantir que eles tenham dignidade para continuar produzindo.

Que o seu apoio à agricultura familiar seja uma prática diária de respeito e investimento, e não apenas um discurso de época de eleição.



Saibam sobre as Cerâmicas de São Gonçalo Beira Rio - Cuiabá - MT

As Cerâmicas de São Gonçalo Beira Rio representam uma das mais fortes tradições culturais e artísticas de Cuiabá, Mato Grosso.

A Tradição e o Ofício

·         Origem: O ofício passa de geração em geração, sendo aprendido ainda na infância ao observar mães, avós e tias.


·         Matéria-prima: A argila utilizada é retirada diretamente das margens (barrancas) do Rio Cuiabá.


·         Peças produzidas: Historicamente focado em utilitários como potes, moringas, jarras, bacias e cumbucas, o artesanato hoje inclui travessas e objetos decorativos.

Organização e Subsistência

·         Famílias envolvidas: Cerca de 25 famílias vivem diretamente da produção artesanal na comunidade.


·         Associação: A Associação de Artesãos da Comunidade de São Gonçalo Beira Rio organiza e ajuda na comercialização das peças locais.


·         Onde encontrar: As peças são vendidas em lojinhas da própria comunidade, em feiras regionais e na Casa do Artesão em Cuiabá.

Reconhecimento e Cultura

·         Nomes marcantes: Artesãs como Cleide Rodrigues, Ademir da Conceição e Júlia Rodrigues mantêm o legado vivo através de exposições, oficinas e vendas para todo o país.


·         Cultura local: O bairro também é famoso pelas danças tradicionais de Siriri e Cururu e pela culinária ribeirinha, como a mojica de pintado.